Jacohrangers

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sábado, 7 de março de 2015

EPISÓDIO 16 - O COMEÇO DA BATALHA FINAL!

EPISÓDIO 16 – O COMEÇO DA BATALHA FINAL!

決戦の始まり

- Doze horas não me parece tempo suficiente para procurarmos pelo terceiro talismã – Satoshi coçou a cabeça – Talvez o que a gente precise seja planejar uma estratégia de combate em conjunto.
- Nisso eu concordo – Haruto assentiu levemente com a cabeça – Lutamos usando fontes de poder diferentes, então é importante que a gente consiga organizar isso.
- Por exemplo, quando usarmos o Robô Guardião Lendário, o que vocês farão? – Takeshi perguntou.
- É bem isso que temos que planejar – Keiko disse – Vamos aproveitar o tempo que temos justamente para isso.
- Mas antes... – o Príncipe ALPHA os interrompeu – Há algumas coisas que vocês precisam saber. Algo que fez com o Império ALPHA jamais falhasse em dominar um planeta escolhido como alvo, por mais forte que aquele povo fosse.
Os heróis se calaram, olhando com semblante de preocupação para o monarca. O Príncipe respirou fundo antes de começar. Sequer sabia o que dizer primeiro.

***

Essa é uma história que remonta há séculos. Quando o Império ALPHA iniciou uma verdadeira campanha de conquistas, os primeiros alvos foram planetas próximos, da mesma galáxia que a capital do império. Foram verdadeiros massacres, nos quais os poucos sobreviventes eram capturados como escravos e levados para servir à Família Real.
Com o tempo, os conquistadores foram diminuindo o número de vítimas, assassinando apenas o suficiente para que o povo atacado se rendesse incondicionalmente. Hoje, é certo dizer que quase não há mortes em um planeta atacado pelo Império ALPHA: apenas escravidão total.
Em certo momento, um dos sábios do império alertou o Imperador de que havia uma estranha agitação no mundo dos mortos, como se as almas dos seres assassinados pelo povo ALPHA estivessem se revoltando por não conseguirem descansar em paz. A Família Real achou melhor aguardar e tentar entender o que aquilo significava.
Até que algum dia, de alguma forma, uma legião de espíritos conseguiu romper a barreira que separa o mundo dos mortos do mundo dos vivos. Eram seres imateriais frágeis, embora raivosos. Os sacerdotes do Império conseguiram dominar aqueles espíritos, e acabaram decidindo mantê-los como escravos, pois poderiam ser úteis de alguma forma.
A Família Real não apenas consentiu com aquela atrocidade como também sugeriu um ritual que amalgamasse aquelas almas penadas, transformando-as em seres mais poderosos. Quando aquilo foi feito, haviam surgido doze monstros espirituais.
Que ganharam a alcunha de doze deuses malditos.

***

- O seu Império representa o que de mais asqueroso e podre existe no universo – Naomi disse ao Príncipe, horrorizada com aquele relato.
O monarca continuou.
Para que aqueles seres fossem realmente úteis, seria necessário que tivessem um corpo físico.
- Posso até imaginar que usaram corpos de seres vivos que vocês tinham escravizado – Takeshi disse, com asco na voz – Os mais fortes fisicamente, tenho certeza.
- Exato – o Príncipe seguiu – Graças ao terror que representam, esses deuses malditos nunca foram vencidos por nenhum alvo do Império ALPHA. Além de poderosíssimos, eles possuem uma espécie de aura de desespero que leva à loucura qualquer ser vivo.
- E por que não levou à loucura ninguém do seu povo? – Satoshi perguntou.
- Porque nosso povo é imune a sentimentos e emoções. Qualquer demonstração dessas é tratada como uma anomalia e tratada através de meio psicoterapêuticos ou mesmo sobrenaturais. Isso faz com o que o povo do Império ALPHA seja, entre outras coisas, imune ao medo. E ao desespero dos deuses malditos também.
- Isso significa que você não acredita na nossa vitória contra esses seres? – Haruto perguntou.
- Não tenho certeza absoluta que todos eles tenham vindo – o monarca respondeu visivelmente tenso – Acho que eu, sozinho, sou capaz de derrotar alguns deles, já que sou imune ao terror que eles provocam. Mas não conseguiria enfrentar todos.
- E enquanto você os enfrenta – Naomi completou o raciocínio – nós lutaríamos contra os membros do Império ALPHA. Aqueles a quem podemos vencer.
O Príncipe assentiu. Os heróis mudaram de assunto, buscando organizar uma forma de aproveitar suas habilidades novas da forma mais eficiente possível. Cogitaram dois ou três planos de ataque, mas depois os descartaram. Refizeram as estratégias, rediscutiram, repensaram e chegaram a um acordo.
Tinham um curso de ação principal, e um plano de emergência. Aquilo teria que bastar. O Príncipe ALPHA ofereceu suporte para o confronto caso o pior acontecesse. Tinha chegado a hora do filho do Imperador atacar seu passado e sua família.
- Vamos! ALPHA Change!

***

ALPHA Black, Green e Yellow iam dentro do Robô Guardião Lendário. Invadiriam a fortaleza inimiga com força máxima. Para os Jacohrangers, aquela era a batalha final. Dez horas apenas tinham passado, mas eles queriam acabar com tudo aquilo o quanto antes. Por isso, o robô gigante avançava.
ALPHA Red e ALPHA Pink tinham usado os poderes recém-descobertos dos talismãs para criar estratégias bem específicas. Projetaram cópias ilusórias deles mesmos, cópias que iam nos ombros do Robô Guardião Lendário. Os verdadeiros Satoshi e Keiko estavam invisíveis, avançando furtivamente por outro lado, à procura de brechas na segurança da capital que o Império maldito queria construir.
Dentro da fortaleza que se erguia cada vez mais lentamente, Netsuzon orientava os soldados Gama a posicionar armamentos em locais específicos. Escravos e prisioneiros se misturavam, eram levados a lugares destinados a eles – aparentemente, o povo de Brazilian Tokyo sob o poder de Netsuzon também seria usado na batalha de alguma forma cruel.
- Eu estou pronto! Venham, Jacohrangers! – ele gritou.
E os Jacohrangers vieram!

***

Monstros voadores assemelhados a dragões, porém bem menores, deram as boas-vindas aos heróis, cuspindo fogo, ácido e outras substâncias corrosivas. O Robô Guardião Lendário planejou atacar os bichos, quando notaram que havia reféns atados às criaturas.
Crianças.
O movimento veloz das aves imensas não permitia uma visualização correta, mas ficava claro que eram meninos e meninas de menos de dez anos amarrados às penugens espinhentas dos inimigos, que sobrevoavam com velocidade baforejando todo o tipo de energia destrutiva.
- Já esperávamos por isso! – Satoshi disse a Keiko, cancelando sua invencibilidade, e saltando em direção à ave mais próxima.
- Satoshi, Keiko! – Haruto gritou – Deixamos isso por conta de vocês.
Seis monstros imensos abandonaram a capital em construção e saíram. Antes, os Jacohrangers puderam notar que as imensas muralhas que cercavam a fortaleza inimiga estavam cheias de humanos presos a elas. SE os Jacohrangers derrubassem os muros usando à força, aquelas pessoas morreriam – ou pelo ataque sofrido, ou por serem soterradas no desmoronamento do concreto.
De partes específicas das muralhas também surgiam armas alienígenas disparando substâncias cáusticas e explosivos diversos. O Robô Guardião Lendário foi atingido, mas seguiu andando.
Satoshi e Keiko lutavam contra as aves imensas, ao mesmo tempo em que tentavam libertar os prisioneiros. E os outros três Jacohrangers ficaram frente à frente com os seis monstros gigantes.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

A batalha segue desesperadora. Enfim, chega o momento de os heróis resolverem suas diferenças com Netsuzon. O Príncipe ALPHA tem um inesperado reencontro, e tudo pode mudar. Não percam na próxima semana:


EPISÓDIO 17 – PAI E FILHO!

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