Jacohrangers

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sábado, 14 de março de 2015

EPISÓDIO 17 - PAI E FILHO

EPISÓDIO 17 – PAI E FILHO

父と息子

As aves imensas tinham sido derrotadas, seus prisioneiros libertados a muito custo. Keiko levava às crianças como podia em busca de um lugar seguro em uma cidade que não tinha mais segurança. Monstros atiravam energia destrutiva contra a ALPHA Pink – queriam matar as crianças que ela protegia, e ela também. A heroína usava o poder de seu talismã para proteger-se com um campo de força.
Outros seres alados cuspiam fogo, mas aqueles não tinham reféns com eles. Satoshi pôde atacar com toda força, embora aqueles inimigos fossem bem mais resistentes. A espada do ALPHA Red encontrava plumagens duras, resistentes, nada vulneráveis ao poder ofensivo do guerreiro.
O Robô Guardião Lendário era alvo de diversos ataques. Rajadas de diferentes tipos vinham de várias direções, provocando os mais variados efeitos nocivos. A máquina de batalha dos heróis se valia de um poderoso escudo para minimizar os danos, mas era impossível ficar intacto.
O contra-ataque dos Jacohrangers veio quando, ao se esquivar de um golpe, o monstro que atacou atingiu outro, levando-o ao chão. O Robô Guardião Lendário golpeou agressor e agredido com fúria, explodindo os dois com uma sequência de ataques com a espada e mísseis.
Restavam quatro monstros, mas o que feriu o robô dos Jacohrangers foram disparos vindos de armas fixadas às muralhas. Quando parecia que os heróis cairiam, Keiko improvisou um campo de força com seu talismã, reduzindo os danos ao Robô Guardião Lendário.
- Precisamos nos apressar! – Haruto disse.
- Vamos usar o golpe final de uma vez! – Takeshi sugeriu.
- Sim! – foi Naomi que assentiu.
- Densetsu Crusher! – todos bradaram, e três dos monstros inimigos foram ao chão.
Faltava o último oponente.

***

Satoshi disparava raios contra as aves monstruosas imensas, mais para chamar a atenção delas do que para vencê-las, já que a intenção era permitir que Keiko, invisível, se aproximasse das muralhas da cidade. Havia pessoas ali – centenas – precisando ser resgatadas.
O problema é que ali havia também uma quantidade considerável de lança-mísseis e outros artefatos que disparavam fogo contra o Robô Guardião Lendário. Uma aproximação seria difícil sem destruir todo aquele armamento, mas destruir aquilo só seria com um ataque devastasse todas as muralhas – matando as pessoas presas a elas junto.
- Darei um jeito! – Keiko pensou.
Usando a invisibilidade, e o poder de seu talismã como escudo nas raras vezes em que era alvo de algum disparo, conseguiu se aproximar da muralha. Agora bastaria libertar as centenas de pessoas presas – como se aquilo fosse simples.
Satoshi já tinha vencido todas as aves monstruosas, mas estava bastante ferido Também tinha a preocupante impressão de que o poder de seu talismã já estava se esgotando. Haveria um limite para aquela força misteriosa?
- Não é hora de eu me preocupar com isso!
Avançou, disposto a ajudar Keiko a libertar as pessoas, mas a aparição repentina de um grande número de soldados Gama não permitiu. Sacou sua espada e pôs-se a combatê-los. Eram muitos, mas logo todos cairiam.
A obstinação dos Jacohrangers ultrapassava todos os limites.

***

O monstro restante havia absorvido os restos dos anteriores. Mais que isso, aprecia ter drenado também algo parecido com a energia vital de seus aliados destruídos. Fosse aquilo o que fosse, o fato é que tinha ficado ligeiramente maior, mais furioso, mais agressivo.
- Vai precisar de mais que isso para nos intimidar! – Takeshi gritou.
Os Jacohrangers seguraram os controles do Robô Guardião Lendário com mais força, como se aquilo fosse um reflexo da determinação inquebrantável que os movia. A imensa máquina de batalha avançou, nas mãos a enorme espada, dentro de si heróis obstinados. Não perderiam, não importava a força que o inimigo tivesse.
A primeira rajada explosiva desferida pelo monstro foi bloqueada pelo escudo do robô, gerando explosões por todos os lados.
- Temos que tomar cuidado para não acabar causando muitos danos à cidade! – Haruto disse.
Vieram mais ataques daquela natureza, sempre defendidos pelo escudo imponente. O Robô Guardião Lendário foi avançando aos poucos, ignorando o poder destrutivo lançado contra ele, até chegar próximo o bastante de seu inimigo para atacá-lo.
A espada foi talhando o monstro com violência, ignorando totalmente o fato de ele estar teoricamente mais forte pela absorção de seus aliados. Mais golpes de espada foram vindo, os Jacohrangers estocando com fúria, o inimigo urrando e sendo ferido sem forças para se defender.
- É agora, o golpe final! – todos gritaram ao mesmo tempo – Densetsu Crusher!
E o inimigo foi feito em pedaços. Antes que os heróis pudessem comemorar, uma voz muito conhecida foi ficando maior. E seu portador também.
Netsuzon assumia a forma de um monstro de mais de sessenta metros de altura.
- Hora de travarmos a batalha final, Jacohrangers! Venham!
- Estávamos esperando que dissesse isso, miserável! – Haruto respondeu.

***

- Realmente se aliou aos miseráveis seres deste planeta? – o Imperador, que acabara de se aproximar do Príncipe, perguntou – O que viu neles? Sentiu pena?
- Acho que a questão aqui não é exatamente o que me levou a fazer isso. E sim o fato de eu ter ido contra suas expectativas. Não é isso? Nenhum planeta do universo escapa de sua fúria quando faz isso. Por que comigo seria diferente?
- Porque minhas expectativas com relação a você são bem diferentes.
- Novamente, a questão deixa de ser sobre mim, e passa a ser sobre suas expectativas. Só sua opinião importa? Eu também sou apenas uma marionete destinada a satisfazer suas vontades?
- Você teria um universo inteiro de marionetes a seu serviço se me obedecesse...
- Passa pela sua cabeça que talvez eu não queira isso, pai?
- É por isso que pergunto o que o contato com esses vermes fez com você. Por que mudou? Você não pensava desta forma. Ou você ficou sensibilizado com os sentimentos que encontrou nestas formas de vida aqui, e resolveu rever seus conceitos?
- Não pretendo saciar sua curiosidade. Eu, honestamente, esperava que você descobrisse isso por si mesmo, pai. Mas vejo que estava esperando demais de você.
- Eu digo o mesmo. E por saber que não podia contar com você, tive que trazer os deuses malditos. Espero realmente que você não tenha se afeiçoado aos seres deste planeta, pois acho que você sabe o que eles farão com este mundo.
- Não vamos permitir!
- Vamos? Quer dizer que você realmente se considera parte do povo da Terra?
- Estou me referindo aos Jacohrangers! – o Príncipe ergueu a voz – Eles protegerão a Terra?
- Está se referindo aos heróis patéticos que sequer conseguiram vencer ainda o inútil Netsuzon? Você não pode depositar suas esperanças em seres desta estirpe.
- Nada do que eu disser vai fazê-lo mudar de ideia, não é pai?
- Ainda há tempo para que se arrependa, meu filho. Pense nisso. Você sabe que logo eu não estarei mais aqui, e então as coisas poderão sair do controle. Aproveite para voltar para o lado vitorioso enquanto ainda pode fazer isso.
- Não, pai. Eu não vou mudar de lado.
- Então espero que não se importe de eu testar a força de seus novos amigos contra o primeiro deus maldito, não é?
O Imperador sumiu. O Príncipe começou a chorar compulsivamente, ao ponto de cair de joelhos, cobrir o rosto com as mãos e soluçar.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

Os Jacohrangers travam a batalha final contra Netsuzon. O primeiro deus maldito inicia um ataque, mas não há quem possa proteger Brazilian Tokyo. As pessoas atingidas vão envelhecendo até a morte. Será o Príncipe ALPHA capaz de fazer alguma coisa? Não percam na próxima semana:


EPISÓDIO 18 – CHOU DENSETSU CRUSHER!

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