Jacohrangers

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domingo, 22 de março de 2015

EPISÓDIO 18 - CHOU DENSETSU CRUSHER!

EPISÓDIO 18 – CHOU DENSETSU CRUSHER

超伝説クラッシャー

Keiko e Satoshi desviavam dos disparos enquanto iam libertando as pessoas presas às muralhas. O ALPHA Red servia de alvo, chamando para si os tiros, enquanto a ALPHA Pink procurava salvar as pessoas que estavam mais distantes das armas.
Satoshi foi atingido pelo menos duas vezes, sendo arremessado ao chão e tendo que fazer um esforço sobre-humano para não ser atingido pelas rajadas vindouras. Conseguiu, mas já se sentia fraco a ponto de sentir sua mobilidade reduzida.
O poder do talismã está acabando?, ele não conseguia evitar de pensar.
Pelo menos trinta pessoas já tinham sido salvas, mas faltava pelo menos o triplo. Quem havia sido resgatado não sabia exatamente para onde correr, pois o fogo cruzado era intenso. Disparos em todas as direções, e o único caminho de fuga que realmente levava para longe daquela fortaleza era bloqueado pelo confronto que se iniciava entre o Robô Guardião Lendário e Netsuzon.
Satoshi e Keiko se reagruparam, pois os prisioneiros que restavam estavam muito próximos das armas que disparavam contra os heróis. Salvá-los exigiria atacar o armamento inimigo de muito perto. Seria quase uma batalha corpo-a-corpo contra canhões e lança-mísseis.
- Eu me recuso a perder – Satoshi disse – E você?
- Isso nem me passou pela cabeça – ela sorriu em resposta.
Com o que lhe restava do poder dos talismãs, foram destruindo as armas inimigas.

***

Por incrível que pareça, ainda existia vida (razoavelmente) normal em Brazilian Tokyo. Muita gente tinha se rendido a Netsuzon, mas havia milhares que não o fizeram. Havia muitos que tinham tentado fugir sem sucesso e acabaram voltando a seus lares. E houve gente de cidades próximas que tentaram vir resgatar aquele povo e acabaram ficando presos juntos.
Aquelas pessoas, embora representassem uma parcela pequena da população de Brazilian Tokyo, estavam lá, indefesas, enquanto os Jacohrangers lutavam ferozmente na fortaleza inimiga.
Garabohr, o primeiro deus maldito, se aproximava dos bairros que tinham a maior concentração de pessoas. O indivíduo tinha aspecto de gárgula, com longas asas estendidas, dentes pontiagudos indo além da boca, garras afiadas, patas de três dedos que lembravam um demônio, além de voz gutural. Seus olhos tinham um brilho vermelho intenso, como se mil joias reluzissem lá dentro.
Ele se posicionou a alguns metros de altura acima das casas daquela que considerou uma das ruas mais movimentadas. Uma espécie de centro comercial ao lado de uma praça – o único local onde encontrou uma concentração razoável de pessoas.
- Humanos miseráveis! – ele gritou, sendo prontamente ouvido por todos nas proximidades – Saiam de suas casas e entreguem-se a seus destinos. Vim fazê-los sofrer! Apareçam, ou terei que arrancar os telhados de suas casas à força.
Houve correria, pânico, e centenas olhando pelas janelas para identificar o que era aquilo. Indo contra as ordens do deus maldito, muita gente correu para suas casas ou para estabelecimentos comerciais próximos. A gritaria se tornou generalizada, com portas e janelas sendo trancadas às pressas, berros desesperados de quem não encontrava abrigo tomando as ruas de assalto.
- Hora de condená-los à morte lenta que merecem. Suas frágeis construções não irão salvá-los de seus destinos. Sofram até a morte.
Dos olhos de Garabohr saíram luzes rubras intensas que preencheram toda a região. E o terror começou.
Os corpos foram envelhecendo. Adolescentes iam lentamente ficando adultos, bebês iam se tornando crianças, e idosos morriam. O desespero fez todos saírem das casas e comércios, indo agonizar na rua, fazendo Garabohr gargalhar.
- Logo todos vocês morrerão de velhice! Miseráveis! Deveriam me agradecer por terem uma morte sem violência. Se qualquer outro maldito os atacasse, vocês seriam feitos em pedaços. Agradeçam-me! Agradeçam-me antes de morrer!
Na cabeça daquele povo, apenas uma pergunta:
Onde estão os Jacohrangers que não vêm nos salvar?

***

- Isto acaba aqui, heróis! – Netsuzon gritou – O universo inteiro tremeu diante do meu poder máximo. Com vocês não será diferente!
- Concordo com a parte de que tudo termina aqui e agora – Haruto gritou – Mas o resto é um absurdo! Prepare-se!
Netsuzon fez um brusco movimento das mãos, criando uma estranha neblina. À medida que aquilo se solidificava, foram surgindo outros “Netsuzons”. O vilão se multiplicava, e agora era sete. E todos cuspiram fogo contra o Robô Guardião Lendário.
Os heróis usaram o escudo imenso para se proteger, mas aquilo não os impediu de serem parcialmente feridos. Vieram mais rajadas de fogo e substâncias corrosivas diversas, atingindo mais seriamente a máquina de batalha dos heróis. O Robô Guardião Lendário recuou um pouco para poder contra-atacar.
- O que foi? Perceberam finalmente que não podem me vencer?
- Cale-se! – Takeshi respondeu.
A espada imensa do robô dos Jacohrangers ganhou uma coloração dourada, como se revestida por um poder especial. Labaredas bruxuleavam com intensidade, exalando um poder palpável. A um movimento do Robô Guardião Lendário, as chamas douradas voejaram com fúria para cima das cópias ilusórias de Netsuzon.
O vilão voltou a ser um só, e começou uma violenta batalha corpo-a-corpo. Ombros e abdômen foram talhados pela lâmina dos heróis, que tiveram a perna direita violentamente ferida. O robô dos Jacohrangers manquitolava, enquanto Netsuzon urrava de dor pelo sangue imundo que escorria.
Enquanto tudo aquilo acontecia, Satoshi ia a nocaute, vítima de mais uma violenta saraivada de tiros de que fora alvo. Keiko terminava de levar para longe as pessoas recém-salvas. Todo o armamento das muralhas tinha sido destruído. Só restava resgatar as pessoas ainda presas na tal “nova capital”. E depois destruir aquele local de opressão maldito.
Mas, antes, a ALPHA Pink foi ver qual o estado do ALPHA Red.
- Pode continuar, Satoshi?
- Preciso de alguns minutos. Meu medo é que o poder do talismã tenha me abandonado. Não sinto mais o poder dele.
- Não se preocupe com isso agora. Vou salvar as pessoas. Descanse, e logo eu virei te buscar.

***

- Hora do golpe final! – Naomi gritou, após os heróis terem ferido terrivelmente Netsuzon.
- Ainda não perdi! – o vilão respondeu, reunindo uma quantidade absurda de energia em suas mãos.
- Densetsu Crusher!
O ataque final do Robô Guardião Lendário chocou-se contra a energia arremessada por Netsuzon. Houve uma explosão imensa. E os heróis tinham levado a pior. O vilão resistia, ainda ferido, mas em melhores condições.
- Vamos tentar de novo! – Haruto disse aos amigos, terrivelmente feridos.
Subitamente, um brilho misterioso, cuja origem era absolutamente desconhecida surgiu, juntando-se ao Robô Guardião Lendário. Era como se a máquina de batalha dos Jacohrangers se remodelasse, adquirindo uma nova forma, sensivelmente mais poderosa. E mais rutilante.
- Não sei o que está acontecendo, mas é agora! – Takeshi gritou.
- Chou Densetsu Crusher!
A energia imensa destruiu Netsuzon com um golpe apenas, arrasando parte dos muros que circundavam a nova capital. Keiko fez o possível para que as pessoas presentes no local não se ferissem.
Naquele momento, Satoshi desmaiou.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

O primeiro deus maldito transforma Brazilian Tokyo em um inferno. Os Jacohrangers partem para combatê-lo, e então o passado de Takeshi vem à tona. O que aconteceu, afinal, com Satoshi? Não percam:


EPISÓDIO 19 – AS LÁGRIMAS DE TAKESHI! 

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