Jacohrangers

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sábado, 18 de abril de 2015

EPISÓDIO 21 - AQUILO QUE EXISTE NO CORAÇÃO DE NAOMI

EPISÓDIO 21 – AQUILO QUE EXISTE NO CORAÇÃO DE NAOMI

直美の心の中にあるもの

A crise tinha acabado, ao menos até que o próximo inimigo surgisse. O Príncipe ALPHA conseguira um novo local para abrigar os heróis, uma casa abandonada, cujos moradores tinham sido vitimados por um dos ataques do Império invasor. Longe do ideal, mas suficiente por alguns dias até que algo melhor pudesse ser providenciado.
Satoshi e Takeshi tinham ido patrulhar as proximidades. A intenção era interceptar qualquer novo ataque o mais cedo possível. Haruto e Keiko tinham ido acudir algumas vítimas que tinham sido feridas, além de verificar se algum cidadão da região precisava de alguma coisa. Se Brazilian Tokyo não fosse uma cidade tão grande, talvez pudessem ajudar muito mais gente necessitada.
Naomi tinha saído sob o pretexto incomum de ir treinar. Não era hábito fazer isso, pelo menos não depois que os ataques do Império ALPHA tinham começado. Ela argumentou algo sobre ser necessário ficar mais forte o quanto antes, e ninguém questionou. Mas quase todos tiveram a certeza de que havia algo estranho naquele discurso.
- Papai... Mamãe... Espero que tenham se entendido.
Ela cruzou os limites da cidade, chegando a uma estrada que ligava Brazilian Tokyo ao município vizinho. O movimento era pequeno, apenas poucos carros faziam aquele trajeto. A Jacohranger seguia a pé, os poderes de ALPHA Yellow bastando para que ela conseguisse percorrer a distância em uma velocidade bastante superior à média humana.
Encontrou uma casa modesta na lateral da pista principal, em um terreno vasto ladeado por um lago e algumas árvores. Havia um par de cadeiras de balanço na varanda e chinelos. Uma casinha de cachorro construída de forma improvisada com madeira podre se revelava na lateral da casa.
- Será que o que estou fazendo é certo? Será que o que eu fiz no passado foi certo?
Ela ingressou naquele terreno aparentemente abandonado, sem grandes certezas sobre o que iria dizer quando visse seus pais. Então chorou um pouco. Abriu a porta da frente, não encontrando nada, nem ninguém. Revirou os cômodos em busca de qualquer um, até mesmo o cachorro serviria. Mas não havia ninguém.
Apenas memórias. Recordações. A grande maioria de muita tristeza.
- Papai... Mamãe...
- Achei que todos fôssemos órfãos.
Aquela voz fez Naomi cair para trás de susto. Haruto, destransformado, sorriso tímido, havia também entrado na casa. Teria a seguido? Por quê?
- Você me assustou.
- Eu sei. Desculpe.
- Por que resolveu me seguir?
- Todos nós achamos estranho você ter saído sozinha. Disse que ia treinar, mas nunca tinha feito isso. E seu jeito meio inseguro de nos avisar mostrou que era uma mentira.
- Eu tive meus motivos – ela disse um tanto chorosa.
- Não duvido. Todos nós temos nossos motivos. Mas achei que você fosse órfã, como cada um de nós. Você nunca nos contou que tinha, ou tem, pai e mãe. Quer falar sobre isso?
- Eu... não sei.
Ela chorou mais um pouco. Haruto entendeu que aquele era um momento difícil e respeitou a decisão dela de se manter em silêncio por algum tempo.

***

A telepatia do Príncipe ALPHA atingiu a mente dos Jacohrangers. Satoshi, Keiko e Takeshi estavam próximos, então atenderam ao chamado imediatamente.
- Parece ser o segundo deus maldito. Tomem cuidado e tentem evacuar as imediações antes de enfrentá-lo. Ninguém sabe exatamente quais as habilidades terríveis que ele pode ter.  
- Ok! ALPHA Change!
Quando chegaram ao local do ataque, um bairro razoavelmente populoso, encontraram pessoas se debatendo sozinhas na avenida principal. Gritavam sem motivo, como se estivessem tendo um pesadelo mesmo acordadas.
- Alucinações! O monstro deve estar fazendo todos terem alucinações! – disse Satoshi.
- O que podemos fazer? – Keiko gritou – Alguém pode se machucar se debatendo deste jeito!
- Keiko, tente acalmar as pessoas – Takeshi sugeriu – Satoshi e eu cuidaremos deste inimigo.
O segundo deus maldito tinha um rosto cadavérico, o que devia ser face sendo apenas uma caveira revestida de carne flácida em putrefação. Uma espécie de pedra em sua testa exibia uma linha imaginária em constante movimento, como se emitisse um padrão hipnótico. O monstro não tinha garras, e sim mãos que empunhavam uma espada de lâmina escura. O corpanzil era forte e musculoso, embora exibisse com orgulho marcas de ferimentos aparentemente recentes.
- São vocês que irão me derrotar? – o ser bradou – São vocês os tais Jacohrangers? Protetores deste planeta? Não me façam rir!
- Cale a boca! – Satoshi gritou – Vamos!
ALPHA Red e ALPHA Black avançaram contra o monstro e trocaram dezenas de golpes de espada. O deus maldito era incrivelmente veloz, mas os Jacohrangers também pareciam ter aumentado muito suas habilidades.
- Precisamos acertar esta pedra na esta dele! – Satoshi gritou.
- Não vou permitir! – foi a resposta do inimigo.
Chamas mágicas poderosas surgiram na lâmina do deus maldito que desferiu um golpe violento contra os heróis. Os dois Jacohrangers usaram suas próprias armas para repelirem o ataque, e se puseram em postura defensiva. Vieram mais rajadas e labaredas, todas prontamente bloqueadas por Satoshi e Takeshi.
Keiko auxiliava as pessoas, tentando acalmá-las, mas a alucinação que as invadia parecia intensa demais. Não era possível saber exatamente o que elas viam naqueles pesadelos, pois cada uma gritava coisas diferentes. Provavelmente, momentos tristes de suas vidas ou algo assim. Em dado momento, a ALPHA Pink já tinha colocado as pessoas em segurança, posicionadas de forma a não se machucarem enquanto se contorciam em desespero.
Ela já voltava ao combate, quando viu disparos repentinos ferirem o deus maldito. Eram Naomi e Haruto.
- Desculpe! – era o ALPHA Green – Estávamos um pouco longe, por isso a demora.
Os cinco Jacohrangers ALPHA entraram em formação, prontos para desferir algum ataque conjunto. Posicionaram-se e moveram-se velozmente. O inimigo só pôde se esquivar dos primeiros ataques, os mais fracos, desferidos apenas para abrir sua guarda. As investidas mais poderosas vieram certeiras, rasgando a couraça imunda que era a pele do deus maldito.
Atordoado, o oponente não foi capaz de impedir uma sequência de ofensivas furiosas, que quase o levaram à destruição. O ser maligno foi ao chão, quase incapaz de contra-atacar. Agonizou e cuspiu algo asqueroso que devia ser o seu sangue.
- É cedo para comemorarem, heróis. Muito cedo.
- É agora – Satoshi gritou – ALPHA Cannon!
- Não ainda! – o deus maldito gritou.
Da testa do monstro surgiu uma luz, e uma onda hipnótica vinda da pedra dele foi em direção aos heróis.
- Cuidado! – a ALPHA Yellow empurrou todos os seus amigos, recebendo sozinha o ataque.
E então, ela começou a se contorcer. Debatia-se em desespero, a transformação desfeita, como se visse algo terrível, presa em um mundo de alucinações e pesadelos.
- Papai! – ela gritava! – Mamãe! Por favor, não briguem. Não, por favor! Parem de brigar!
E ela gritava em desespero, chorando aos soluços enquanto segurava a cabeça.
- Papai? Mamãe? – Keiko perguntou – Mas ela não é órfã como todos nós?
- Eu entendi! – Haruto disse.
- Nos veremos em outra ocasião, heróis! – o deus maldito, muito ferido, aproveitou a distração dos Jacohrangers para fugir dali – E quando eu voltar, será o fim de todos vocês.
- Naomi, se acalme! – Takeshi foi tentar conter a amiga, mas não conseguiu.
- Haruto, a Naomi te contou algo que não sabemos? – Satoshi perguntou – Você sabe exatamente o que ela está vendo?
- Eu acho que sim... O que aquele deus maldito fez foi fazê-la ver o seu pior pesadelo...

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

O passado de Naomi vem á tona, e batalha contra o segundo deus maldito ganha proporções decisivas. Quais as consequências do sofrimento da ALPHA Yellow? Não percam na próxima semana:


EPISÓDIO 22 – A FAMÍLIA QUE EU AMEI

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