Jacohrangers

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domingo, 24 de maio de 2015

EPISÓDIO 26 - ENQUANTO HOUVER ESPERANÇA

EPISÓDIO 26 – ENQUANTO HOUVER ESPERANÇA

希望があるかぎり

- Eu vou atrás do Príncipe – Satoshi bradou, resoluto como poucas vezes antes – Preciso ter com ele a conversa definitiva. Ele vai ter que me contar, nem que seja à força, como fazemos para impedir que a morte do Imperador destrua a Terra.
- Vá preparado para lutar – o Jacohranger Blue aconselhou – Ele não vai falar por bem. E pra falar a verdade, nem ele tem uma resposta para o seu questionamento. Como alguém poderia impedir que a Terra seja destruída em uma explosão dessa magnitude. Só se vocês conseguissem remover o Imperador e leva-lo a algum ponto distante da galáxia, longe o bastante de seu planeta.
- O que significaria sacrificar as vidas de outros planetas que estivessem próximos ao Imperador – era Naomi – Não seria justo também.
- Bilhões de vidas vão se perder – Aleph tinha um tom de voz frio, como se resignado com toda aquela desgraça – O máximo que vocês poderão fazer é não permitir que essas vidas sejam as do povo do seu planeta. Mas mesmo isso é difícil.
- Preciso ir!
Satoshi partiu.

***

Por algum motivo, o ALPHA Red sempre sabia onde encontrar o Príncipe ALPHA. O monarca alienígena manteve-se indiferente ao recém-chegado. Parecia estar sendo difícil para eles também.
- Eu vou contar tudo para você. Para todos vocês.
Palavras súbitas que surpreenderam Satoshi. O tom de voz também era outro. O que estava acontecendo com o Príncipe ALPHA?
- Todas as vezes em que eu disse que não devia contar nada, e que vocês deviam se preocupar primeiramente em lutar... Nunca tive a intenção de realmente lhes esconder nada. Mas é porque eu sabia que havia pouco tempo. Oito deuses malditos ainda precisam ser vencidos. Meu pai precisa ter retirado deste planeta, e eu não faço ideia de como. Mais servos do Império podem estar neste planeta e também precisarão ser vencidos. O poder de vocês ainda não é o ideal. É muita coisa precisando ser feita antes de vocês realmente saberem de tudo.
- Eu entendo você – Satoshi disse, e foi a vez do Príncipe ALPHA ficar surpreso – Mas, talvez, você é que não esteja nos entendendo. Sim, fica bem claro que você realmente não entendeu ainda algo muito importante sobre os outros e eu.
- A que se refere?
- Não é fácil lutar às cegas. Não é fácil se tornar mais forte sem saber exatamente o que está acontecendo. No começo, sem saber direito o que estava acontecendo, eu te odiava. Muito. Muito mesmo. Você sabe disso. Naquele momento, se o adversário da Terra fosse você, eu venceria. Não importa o quanto você é forte, eu destruiria você. Eu tinha direcionado todo o meu coração contra você, todas as minhas forças estavam buscando aquilo. Mas, hoje, já não sei mais a quem odiar. Temos que enfrentar mais oito deuses malditos. Como posso odiá-los se não sei pelo que passaram? Eles são tão vítimas quanto nós! Talvez, cada um deles também tenha uma história triste igual à do Aleph. Como posso enfrenta-los de todo o meu coração sem saber o que está realmente acontecendo?
- Satoshi, você está lutando para destruir, quando deveria lutar para proteger. Não importa quem esteja enfrentando, não importa os motivos. Você não luta porque seu inimigo lhe deu motivos suficientes. Você luta, e deve lutar, porque seu povo depende disso. Lute para defender a Terra, não importa contra quem seja. Use a força do seu coração da forma certa.
Houve um silêncio bem menos tenso do que seria no passado.
- Prepare-se, Satoshi! Eu vou contar a você toda a verdade.

***

Dois guerreiros enigmáticos, misteriosos. Capuzes e andrajos garantiam seus anonimatos, as vozes sussurradas e pouco audíveis aumentando o mistério. Nas mãos, afiadas katanas. Só era possível ver um brilho púrpura vindo daquilo que deveriam ser os olhos.
- Não haverá clemência – um deles disse – Usem toda a força que têm, ou serão eliminados.
- Se importam em dizer primeiro quem são vocês? – Haruto emitiu um sorriso.
- Só saberá se nos vencer!
O Jacohranger Blue deu um passo para trás – não era intenção dele se envolver uma batalha que não lhe dizia respeito. No entanto, foi o primeiro a ser atacado e teve que reagir.
Aleph gesticulou com a mão para que Takeshi e Keiko não o ajudassem, e partiu para cima do inimigo. Seus punhos bastaram para levar ao chão o adversário armado, que contra-atacou arremessando shurikens e ondas de fogo que vinham de sua espada. Rajadas de todos os tipos foram disparadas, e o empate parecia o resultado mais óbvio para aquela contenda.
- Vocês são deuses malditos? – Naomi gritou, enquanto lutava contra o outro inimigo junto com Haruto.
- Não diga absurdos! – foi a resposta.
Golpes de espada foram trocados a uma velocidade impressionante. Como o Jacohranger Blue fazia questão de batalhar sozinho, o herói preto e a heroína rosa vieram ajudar Naomi e Haruto. Os quatro praticamente retalharam o oponente com suas investidas, mas viram ir ao chão só os andrajos vazios – o verdadeiro oponente tinha se teleportado para trás deles, de onde desferiu um ataque que quase nocauteou os quatro.
- É com tão pouco poder que pretendem proteger a Terra? – um deles os ironizou.
- Foi um erro permitir que os talismãs caíssem nas mãos de heróis tão fracos – o outro complementou – Talvez seja melhor tomá-los de volta.
- Talismãs? – os Jacohrangers pararam e bradaram ao mesmo tempo.
- Como sabem da existência deles? – Haruto perguntou.
A resposta foram dois ataques devastadores vindos das katanas. Aleph se defendeu como pôde, mas acabou ferido e foi arremessado longe. Os demais Jacohrangers foram atirados longe, transformações desfeitas pelo impacto do golpe, sangue escorrendo farto por várias partes dos corpos de cada um deles.
- E pensar que viemos aqui para lhes entregar isso aqui – um deles disse.
E mostrou a eles um dos talismãs, sendo seguido por seu colega, que mostrou o outro. Eram os que faltavam.
- Quem são vocês? – Takeshi perguntou, ficando de pé a muito custo – Como têm esses talismãs?
- Se nos vencessem, teriam os talismãs e as respostas. Mas perderam. Por isso ficarão apenas com a dúvida.
- Fiquem felizes por não matarmos vocês.
Os dois seres sumiram, deixando os Jacohrangers tentando auxiliar uns aos outros em meio à infinidade de ferimentos que os fustigavam.
- Vocês são realmente patéticos – pela primeira vez, Aleph sorria – Nem vale a pena matá-los.
- O que você fará agora, Aleph? – Keiko perguntou.
- Vou atrás do Imperador ALPHA – o semblante dele voltou a ficar sério – Se ele vai morrer, que seja pelas minhas mãos. Talvez, ele esteja enfraquecido o bastante a ponto de eu ser capaz de vencê-lo. Mas se eu não puder, morrerei tentando.
Subitamente, ele se voltou furioso para os Jacohrangers.
- E não quero interferências, fui claro? – ele gritou – Esta é uma batalha minha. Não me sigam, não tentem me impedir!
E partiu, antes que os heróis pudessem sequer tentar dissuadi-lo.

***

Enquanto um servo poderoso do Império ALPHA mandava o quinto deus maldito causar destruição em Brazilian Tokyo, o Imperador ordenava que todos abandonassem seus aposentos.
Em sua forma real, o monarca supremo dos invasores era uma criatura simiesca imensa, de quase quatro metros de altura. Tinha um corpo bestial, com garras, presas, cauda e pele amarronzada coberta de pelos. A coroa em sua cabeça era feita de ossos de vítimas de povos conquistados. Ele tinha armas, todas feitas também de ossos, todas encantadas por poderosa magia. Nenhum delas usada em combate, apenas troféus, lembranças dos incontáveis povos que haviam caído ante a força do império.
O Imperador se contorcia. As veias saltavam, o líquido púrpura que devia ser sangue escorria fartamente. Ele começou a cuspir, como se algo quisesse sair. As mãos tremiam.
  - Não posso morrer desta forma.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

Batalha contra o quinto deus maligno. O Príncipe ALPHA conta a Satoshi toda a verdade. Não percam:


EPISÓDIO 27 – OS VERDADEIROS SENTIMENTOS!

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