Jacohrangers

Jacohrangers

sábado, 20 de junho de 2015

EPISÓDIO 28 - VENHA, IMPERADOR!

EPISÓDIO 28 – VENHA, IMPERADOR!

来て皇帝

- Vai realmente tentar nos deter? – o Príncipe ALPHA perguntou ao guerreiro que se interpunha entre o Imperador e eles – Sou seu senhor... Esqueceu-se?
- Você vai foi meu Príncipe. Hoje é apenas um traidor. Vou usar a força para detê-lo também se for necessário.
Um raio violento fez o guerreiro se calar para sempre.
Quem o tinha assassinado pelas costas era ninguém menos que o próprio Imperador.
- Não admito que falem com meu filho neste tom. Quem decide se você é ou não um traidor sou apenas eu. Os demais devem se curvar ao que eu determinar.
O Imperador estava frente a frente com seu filho. Também presentes, sedentos pelo sangue do tirano espacial, Aleph, o ALPHA Blue, e Satoshi, ALPHA Red. Transformados e prontos para destruírem um dos cânceres do universo.
- Vim antecipar sua morte. Agradeça-me quando chegar são inferno – Aleph bradou.
Satoshi hesitou. Viu o ALPHA Blue avançar contra o inimigo em desabalada carreira, mas sabia que não podia fazer isso. O Imperador iria morrer e explodir toda a galáxia no processo. Como destruí-lo sem que a Terra pagasse o preço? Como impedir que ele continuasse destruindo planetas, sem destruir planetas no processo? Haveria um jeito?
E mais: seria possível vencê-lo?
- Vai precisar se esforçar mais! – o Imperador era jocoso.
Os ataques incessantes do Jacohranger de armadura azulada nunca atingiam o vilão. A velocidade do ser alienígena era algo sobrenatural, seus movimentos quase não podiam ser vistos. Golpes de espada, disparos de energia... nada tocava o corpo enfraquecido do Imperador.
Meu pai está, definitivamente, bem mais fraco que o habitual. Mas, ainda assim, a diferença entre os poderes dele e dos Jacohrangers é algo abismal. A triste verdade é que a Terra está condenada.
- Não tenho escolha! Mesmo que eu precise levar você aos confins do espaço, só poderei fazer isso se te enfraquecer primeiro – Satoshi gritou.
O ALPHA Cannon foi disparado, sem grande força, pois apenas um dos heróis o disparava. A energia sequer chegou perto do inimigo que se desviou com a mesma facilidade com que se esquivou dos ataques de Aleph.
Chegou um ponto em que ALPHA Red e ALPHA Blue agrediam com suas espadas incessantemente, em um dança de movimentos ferozes e pouco efetivos. O Imperador girava o corpo, movendo-se a uma velocidade impressionante, desafiando a percepção dos sentidos de qualquer ser humanoide.
Subitamente, seus olhos brilharam, e uma luz surgiu, arremessando Satoshi e Aleph para longe. Seus corpos foram de encontro ao chão com força, desfazendo quase que imediatamente suas transformações. Sangue escorreu farto, e o ser espacial sorriu.
O Príncipe ALPHA franziu o cenho.
Foi até os dois e os tirou dali com suas habilidades mágicas.

***

- Nós dois temos que ser suficientes! – era Takeshi, o ALPHA Black.
Naomi tinha perdido a visão, e Haruto a audição. Takeshi e Keiko tinham deixado ambos descansando – aparentemente, a perda de um dos sentidos os levava também a uma espécie de desespero sobrenatural. Gritavam e se debatiam, como se aquilo tivesse causado estragos em seus sistemas nervosos.
Por isso, apenas os outros dois Jacohrangers batalhariam.
Tinham ouvido sons de destruição e gritos vindos de um bairro próximo. Seguramente, o quinto deus maldito estava lá. E iria pagar por tudo aquilo.
As espadas do ALPHA Black e da ALPHA Pink atingiram o inimigo de surpresa, rasgando suas costas. Sequências de socos e chutes foram empurrando para trás o vilão, e mais ataques com a lâmina dos Jacohrangers derrubaram o deus maldito. Ele revidou com raios oculares dos quais Keiko e Takeshi se esquivaram.
- Não vamos cair no seu truque novamente – o ALPHA Black bradou, olhando com confiança para sua colega, como se tivessem planejado alguma coisa.
Os raios oculares do vilão vieram, seguidos de muitos outros. Todos fáceis de esquivar. Ele começou a cuspir sua gosma por todas as direções, cada vez que um Jacohranger desviava, uma pessoa inocente no local era tingida, tamanho o alcance das rajadas de substância cáustica.
- Seu desgraçado! – a ALPHA Pink bradou, avançando em desabalada carreira contra o vilão.
Espada e garras se chocaram várias vezes, com a heroína atacando e o monstro se protegendo. Keiko desferiu um ataque com todas as suas forças, abrindo sua guarda. O deus maldito apenas sorriu.
E cuspiu sua rajada maligna.
E então, quem sorriu foi a Jacohranger.
A energia do talismã dela envolveu sua espada, fazendo com que sua lâmina refletisse a cusparada, fazendo-a se voltar contra o deus maldito. Sem tempo hábil para se defender ou se esquivar, só restou ao vilão ser atingido pelo próprio ataque.
- Experimente do seu próprio veneno – os dois heróis quase disseram ao mesmo tempo.
Mas o deus maldito simplesmente limpou o rosto com as costas das mãos. E gargalhou.
- Sem dúvidas, foi um plano inteligente. Confesso que fiquei surpreso. Mas eu sou imune aos meus próprios poderes. Acharam que me venceriam desta forma tão infantil?

***

Príncipe ALPHA, Satoshi e Aleph estavam de volta. Tinham abandonado o local onde encontraram com o Imperador. O ALPHA Blue sentia-se humilhado; o Red e o monarca não sabiam exatamente o que pensar.
A habilidade de teletransporte do Príncipe ALPHA os tinha levado até os outros Jacohrangers mais próximos. No caso, Naomi e Haruto.
- Posso devolver os seus sentidos – o monarca disse – Só preciso que fiquem de olhos fechados e em silêncio por um minuto – a voz dele tinha força telepática, alcançando a mente de Takeshi, que não podia ouvi-lo.
- Não! – foi a resposta do Alpha Black, que cerrou os punhos e foi saindo.
- Vamos recuperar nossos sentidos com nossa própria força – Naomi complementou – Vamos derrotar o deus maldito com nossas forças, e voltaremos ao normal com nossas forças.
Os dois partiram, muito embora não soubessem ao certo onde encontrar o inimigo.
- Eu irei junto – Satoshi disse. E os seguiu.
Já estavam longe, quando o Príncipe ALPHA fitou Aleph com olhar de curiosidade extrema.
- Queria muito saber o que está pensando.
- Em ficar mais forte.
- Como?
- Meu orgulho não permite que eu peça ajuda a você, mesmo sabendo que você poderia fazer isso.
- Meu poder também tem um limite, Aleph. E este limite é bem inferior aos limites do poder do meu pai.
- Ele está enfraquecido. Isso é visível.
- Não, se ele estivesse eu teria...
A expressão de espanto do Príncipe assustou o ALPHA Blue.
- Se ele não está enfraquecido, mas demonstra estar... Então...
- Então o que?
- Já sei qual é o objetivo final do meu pai
Alguém ouvia aquela conversa nas sombras. Alguém refletia. Minutos depois, alguém tinha se decidido.
- Talvez, os Jacohrangers mereçam uma chance. Não só pela Terra, mas pelo bem de todo o universo. Talvez eu deva lhes entregar logo os talismãs faltantes.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

A batalha desesperadora contra o quinto deus maldito segue. O Imperador reaparece diante de Aleph, e sua real situação é revelada. A vida vegetal e animal do planeta corre perigo. Não percam na próxima semana:


EPISÓDIO 29 – O COMEÇO DO FIM DA VIDA NA TERRA

domingo, 7 de junho de 2015

EPISÓDIO 27 - OS VERDADEIROS SENTIMENTOS

EPISÓDIO 27 – OS VERDADEIROS SENTIMENTOS

本当に気持ち

- Tem ideia do que significa ver sua irmã assassinada porque ela se recusou a torturar inocentes até a morte?
O silêncio foi quebrado com aquela frase. O Príncipe ALPHA tinha uma expressão de desânimo. Era como se nada mais importasse. Contaria tudo. Todos os segredos, por mais vergonhosos que fossem, perdiam a importância frente à grande crise que se avizinhava. Era melhor os Jacohrangers saberem de tudo. Não porque fossem fortes o bastante para evitar a catástrofe, mas porque tinham o direito de, ao menos, tentar minimizar as consequências da desgraça.
Não, aquilo seria impossível. A Terra, e provavelmente todo o universo estavam condenados.
- Sempre fomos seres belicosos, conquistadores. Tiranos. Desde que me conheço por gente, é isso que o Império ALPHA sempre fez. Mas, em determinado momento, não sei dizer quando, pareceu que meu pai ficou mais cruel. Não bastava conquistar e escravizar povos. Era necessário fazê-los sofrer ao máximo, fazê-los agonizar. Era como se ele tivesse começado a gostar de torturar seus servos até o limite máximo de suas resistências.
Satoshi nada dizia, apenas ouvindo com um semblante de seriedade e nojo.
- Mesmo sendo criado em uma falsa crença de superioridade, mesmo sendo educado para pensar que éramos superiores e que o resto do universo nasceu para serem nossos súditos... Mesmo assim, era difícil ver tanta maldade desnecessária.
- E um dia, sua irmã não quis ser tão cruel assim, e seu pai a matou? – o ALPHA Red meio que antecipou-se, já entendendo parte da história.
- Sim, e aquilo não foi tudo. Minha mãe... A minha mãe...
E o Príncipe ALPHA chorou. Chorou como uma criança. Por longos minutos, Satoshi apenas contemplou aquilo de forma indiferente. Não conseguia sentir pena. Quantos milhões não tinham chorado muito mais por causa daquela família maldita?
- Com minha mãe aconteceu algo parecido... Mas... foi tudo de forma mais cruel... Mais violenta. Para não ter que confrontar meu pai, eu fugi. Sabendo que ele pretendia atacar a Terra, o planeta que tinha ficado famosos por ter derrotado o temível “Flagelo do universo”, eu vim para cá.
- E nos recrutou... E assim, tudo começou.
- Eu realmente não sabia o que fazer no começo. Talvez, pudesse ter feito tudo de forma diferente. Mas acho que foi feito o possível. Está sendo feito o possível.
- E a maldição que vai matar seu pai? Você sabia desde o início, não sabia?
- Sim. Até hoje, ele se recusa a aceitar que vai morrer em breve. Ele veio para cá acreditando que conquistaria a Terra, sem sequer cogitar a possibilidade de morrer. E eu vim para tentar detê-lo. Ele morrendo ou não, eu precisava proteger o seu planeta! – a voz do Príncipe se ergueu de forma incomum.
- Espera que eu acredite que...
- Sabe o que é se sentir culpado pela morte de milhões, bilhões de seres vivos? Eu precisava fazer algo! Ainda preciso! Não posso trazer de volta aqueles que já foram, mas posso impedir que mais gente morra! Entenda isso, Satoshi! Eu preciso fazer isso!
- Vou acreditar em você, Príncipe... Mas você vai ter que provar suas intenções.

***

Algumas pessoas não enxergavam, outras não ouviam, e ainda havia os que bradavam não sentir mais cheiros ou ter perdido a sensibilidade dos dedos. O ser maligno e bizarro que gargalhava parecia ter tirado os sentidos, aleatoriamente, das vítimas.
E então os Jacohrangers chegaram.
- Você... deve ser o quinto deus maldito...
- Pode me chamar do que quiser, herói verde. O fato é que vocês não poderão me deter.
O ser monstruoso cuspiu de sua tromba uma gosma esverdeada nojenta. ALPHA Black, Green e Pink puderam se desviar sem grande esforço, mas a heroína amarela fora atingida. Seu corpo se contorceu, e a substância estranha penetrou sua armadura, tocando seu corpo.
- Meus olhos...! Meus olhos! – ela gritava em profundo desespero – Não consigo enxergar.
- Maldito! – era Takeshi – Como se atreve?!
As espadas dos heróis se chocaram contra a pele grossa do inimigo, gerando talhos e explosões. Faíscas voaram, e o deus maldito abriu a guarda. Haruto, o ALPHA Green, avançou com sua lâmina energizada, pronto para estocar.
- Tome!
O aço perfurou a barriga do monstro, que agonizou terrivelmente ferido. Surpreendentemente, o deus maldito segurou a espada que o feria com força contra si, não permitindo que Haruto a tirasse de volta.
- Cuidado, Haruto! – Keiko gritou – Afaste-se, é uma armadilha.
- Idiota!
E o ser maligno cuspiu sua substância nociva contra o rosto do ALPHA Green. O Jacohranger praguejou, e gritou de agonia. Ficou em silêncio por alguns instantes.
- Haruto, você está bem? – Takeshi perguntou.
- Responda! – era Keiko – responda, Haruto.
Mas ele não ouvia. O ALPHA Green tinha perdido a audição.
- Vamos de ALPHA Cannon! – Takeshi gritou.
ALPHA Black e ALPHA Pink dispararam o poderoso canhão apenas com a energia dos dois, gerando uma explosão poderosa, porém não tanto quanto poderia ter sido. O quinto deus maldito foi ao chão ferido, muito próximo de ser derrotado. No entanto, acudir os Jacohrangers atingidos era prioridade.
- Nos veremos de novo, heróis! – o monstro bradou antes de sumir, ainda bastante machucado.
- Haruto, Naomi! – Keiko e Takeshi não sabiam o que fazer para curá-los.

***

- Saia do meu caminho.
Aleph, o Jacohranger Blue, estava frente a frente com alguém que barrava sua passagem. Dirigia-se até o local que o Império ALPHA usava como quartel-general. Diante dele, um ser armadurado, capacete negro, capa esvoaçante, espada de lâmina negra nas mãos.
Algum guerreiro poderoso do Império invasor.
- Vim matar seu Imperador! Saia do caminho.
- Não vai passar deste ponto.
- Então lutaremos.
- Você também é um dos terráqueos tolos que acha que tem qualquer esperança de proteger este planeta?
- Não importa quem eu sou. Vim destruir o maldito Imperador, e isso basta. Saia do meu caminho.
As espadas foram desembainhadas. Mas, antes que houvesse confronto, passos. Mais alguém tinha chegado. E eram vozes bem conhecidas.
- Esta é a prova que você queria? – o Príncipe ALPHA perguntou a Satoshi – O que ganhou com isso? Estamos aqui. Vai desafiar meu pai?
- Sim! E você? Virá comigo lutar?
Silêncio.
- Eu entenderei caso não venha – o ALPHA Red sorriu compreensivamente – ALPHA Change!
- Você não vai interferir na minha luta contra o Imperador – era Aleph, pronto para o combate.
- Esta batalha não é só sua. É de todo o universo.
O servo do Império abriu os braços, interpondo-se entre os dois Jacohrangers e seu alvo, quase que os desafiando a derrotá-lo primeiro. O Príncipe ALPHA manteve um silêncio de quem não tinha muito a dizer.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

Satoshi e Aleph enfrentam ninguém menos que o Imperador ALPHA. Enquanto isso, os demais Jacohrangers lutam desesperadamente contra o quinto deus maldito. Não percam na próxima semana:


EPISÓDIO 28 – VENHA, IMPERADOR!