Jacohrangers

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domingo, 7 de junho de 2015

EPISÓDIO 27 - OS VERDADEIROS SENTIMENTOS

EPISÓDIO 27 – OS VERDADEIROS SENTIMENTOS

本当に気持ち

- Tem ideia do que significa ver sua irmã assassinada porque ela se recusou a torturar inocentes até a morte?
O silêncio foi quebrado com aquela frase. O Príncipe ALPHA tinha uma expressão de desânimo. Era como se nada mais importasse. Contaria tudo. Todos os segredos, por mais vergonhosos que fossem, perdiam a importância frente à grande crise que se avizinhava. Era melhor os Jacohrangers saberem de tudo. Não porque fossem fortes o bastante para evitar a catástrofe, mas porque tinham o direito de, ao menos, tentar minimizar as consequências da desgraça.
Não, aquilo seria impossível. A Terra, e provavelmente todo o universo estavam condenados.
- Sempre fomos seres belicosos, conquistadores. Tiranos. Desde que me conheço por gente, é isso que o Império ALPHA sempre fez. Mas, em determinado momento, não sei dizer quando, pareceu que meu pai ficou mais cruel. Não bastava conquistar e escravizar povos. Era necessário fazê-los sofrer ao máximo, fazê-los agonizar. Era como se ele tivesse começado a gostar de torturar seus servos até o limite máximo de suas resistências.
Satoshi nada dizia, apenas ouvindo com um semblante de seriedade e nojo.
- Mesmo sendo criado em uma falsa crença de superioridade, mesmo sendo educado para pensar que éramos superiores e que o resto do universo nasceu para serem nossos súditos... Mesmo assim, era difícil ver tanta maldade desnecessária.
- E um dia, sua irmã não quis ser tão cruel assim, e seu pai a matou? – o ALPHA Red meio que antecipou-se, já entendendo parte da história.
- Sim, e aquilo não foi tudo. Minha mãe... A minha mãe...
E o Príncipe ALPHA chorou. Chorou como uma criança. Por longos minutos, Satoshi apenas contemplou aquilo de forma indiferente. Não conseguia sentir pena. Quantos milhões não tinham chorado muito mais por causa daquela família maldita?
- Com minha mãe aconteceu algo parecido... Mas... foi tudo de forma mais cruel... Mais violenta. Para não ter que confrontar meu pai, eu fugi. Sabendo que ele pretendia atacar a Terra, o planeta que tinha ficado famosos por ter derrotado o temível “Flagelo do universo”, eu vim para cá.
- E nos recrutou... E assim, tudo começou.
- Eu realmente não sabia o que fazer no começo. Talvez, pudesse ter feito tudo de forma diferente. Mas acho que foi feito o possível. Está sendo feito o possível.
- E a maldição que vai matar seu pai? Você sabia desde o início, não sabia?
- Sim. Até hoje, ele se recusa a aceitar que vai morrer em breve. Ele veio para cá acreditando que conquistaria a Terra, sem sequer cogitar a possibilidade de morrer. E eu vim para tentar detê-lo. Ele morrendo ou não, eu precisava proteger o seu planeta! – a voz do Príncipe se ergueu de forma incomum.
- Espera que eu acredite que...
- Sabe o que é se sentir culpado pela morte de milhões, bilhões de seres vivos? Eu precisava fazer algo! Ainda preciso! Não posso trazer de volta aqueles que já foram, mas posso impedir que mais gente morra! Entenda isso, Satoshi! Eu preciso fazer isso!
- Vou acreditar em você, Príncipe... Mas você vai ter que provar suas intenções.

***

Algumas pessoas não enxergavam, outras não ouviam, e ainda havia os que bradavam não sentir mais cheiros ou ter perdido a sensibilidade dos dedos. O ser maligno e bizarro que gargalhava parecia ter tirado os sentidos, aleatoriamente, das vítimas.
E então os Jacohrangers chegaram.
- Você... deve ser o quinto deus maldito...
- Pode me chamar do que quiser, herói verde. O fato é que vocês não poderão me deter.
O ser monstruoso cuspiu de sua tromba uma gosma esverdeada nojenta. ALPHA Black, Green e Pink puderam se desviar sem grande esforço, mas a heroína amarela fora atingida. Seu corpo se contorceu, e a substância estranha penetrou sua armadura, tocando seu corpo.
- Meus olhos...! Meus olhos! – ela gritava em profundo desespero – Não consigo enxergar.
- Maldito! – era Takeshi – Como se atreve?!
As espadas dos heróis se chocaram contra a pele grossa do inimigo, gerando talhos e explosões. Faíscas voaram, e o deus maldito abriu a guarda. Haruto, o ALPHA Green, avançou com sua lâmina energizada, pronto para estocar.
- Tome!
O aço perfurou a barriga do monstro, que agonizou terrivelmente ferido. Surpreendentemente, o deus maldito segurou a espada que o feria com força contra si, não permitindo que Haruto a tirasse de volta.
- Cuidado, Haruto! – Keiko gritou – Afaste-se, é uma armadilha.
- Idiota!
E o ser maligno cuspiu sua substância nociva contra o rosto do ALPHA Green. O Jacohranger praguejou, e gritou de agonia. Ficou em silêncio por alguns instantes.
- Haruto, você está bem? – Takeshi perguntou.
- Responda! – era Keiko – responda, Haruto.
Mas ele não ouvia. O ALPHA Green tinha perdido a audição.
- Vamos de ALPHA Cannon! – Takeshi gritou.
ALPHA Black e ALPHA Pink dispararam o poderoso canhão apenas com a energia dos dois, gerando uma explosão poderosa, porém não tanto quanto poderia ter sido. O quinto deus maldito foi ao chão ferido, muito próximo de ser derrotado. No entanto, acudir os Jacohrangers atingidos era prioridade.
- Nos veremos de novo, heróis! – o monstro bradou antes de sumir, ainda bastante machucado.
- Haruto, Naomi! – Keiko e Takeshi não sabiam o que fazer para curá-los.

***

- Saia do meu caminho.
Aleph, o Jacohranger Blue, estava frente a frente com alguém que barrava sua passagem. Dirigia-se até o local que o Império ALPHA usava como quartel-general. Diante dele, um ser armadurado, capacete negro, capa esvoaçante, espada de lâmina negra nas mãos.
Algum guerreiro poderoso do Império invasor.
- Vim matar seu Imperador! Saia do caminho.
- Não vai passar deste ponto.
- Então lutaremos.
- Você também é um dos terráqueos tolos que acha que tem qualquer esperança de proteger este planeta?
- Não importa quem eu sou. Vim destruir o maldito Imperador, e isso basta. Saia do meu caminho.
As espadas foram desembainhadas. Mas, antes que houvesse confronto, passos. Mais alguém tinha chegado. E eram vozes bem conhecidas.
- Esta é a prova que você queria? – o Príncipe ALPHA perguntou a Satoshi – O que ganhou com isso? Estamos aqui. Vai desafiar meu pai?
- Sim! E você? Virá comigo lutar?
Silêncio.
- Eu entenderei caso não venha – o ALPHA Red sorriu compreensivamente – ALPHA Change!
- Você não vai interferir na minha luta contra o Imperador – era Aleph, pronto para o combate.
- Esta batalha não é só sua. É de todo o universo.
O servo do Império abriu os braços, interpondo-se entre os dois Jacohrangers e seu alvo, quase que os desafiando a derrotá-lo primeiro. O Príncipe ALPHA manteve um silêncio de quem não tinha muito a dizer.

NO PRÓXIMO EPISÓDIO DE JACOHRANGERS:

Satoshi e Aleph enfrentam ninguém menos que o Imperador ALPHA. Enquanto isso, os demais Jacohrangers lutam desesperadamente contra o quinto deus maldito. Não percam na próxima semana:


EPISÓDIO 28 – VENHA, IMPERADOR!

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