Jacohrangers

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domingo, 26 de julho de 2015

EPISÓDIO 30 - O QUE VOCÊS FARÃO?

EPISÓDIO 30 – O QUE VOCÊS FARÃO?

どうする?

- Vocês devem morrer, Jacohrangers! – o Príncipe ALPHA disse – É a coisa mais correta. Aceitem sem resistir, pois esse destino é o mesmo de toda a vida no universo.
- O eu está dizendo, Príncipe? – Keiko gritou.
- Esse brilho nos olhos dele não é normal! – Takeshi gritou.
- Morram!
Uma onda de energia violentíssima arremessou os Jacohrangers longe. Partes de suas armaduras foram rompidas, cortes surgiram expondo ligas metálicas partidas e sangue escorrendo farto. Hematomas se tornaram visíveis. Capacetes, todos eles, sofreram as mais diversas avarias, quebrando em diferentes partes, revelando parte dos rostos ensanguentados e feridos dos Jacohrangers ALPHA.
Faíscas saíam cada vez que os heróis se movimentavam. Suas armaduras de batalha pareciam reagir contra qualquer tipo de movimento, como que querendo demonstrar que era inútil se mover.
Estavam derrotados.
- Eu poderia simplesmente retirar seus poderes, mas acho que é mais justo destruí-los com vocês usando seu poder máximo. Só assim entenderão o quão inútil tem sido sua luta. Seu mundo... Nenhum mundo pode ser salvo. Nenhum mundo merece ser salvo! Toda a vida no universo deve desaparecer.
E o Príncipe gargalhou de maneira realmente assustadora, fazendo até Aleph ficar assustado. Aquilo, definitivamente, não era normal.
- Ele está absolutamente fora de si – Naomi disse, o corpo imobilizado pela fraqueza extrema pelos ferimentos cruéis.
- Quem o está controlando? – Haruto questionou.
- Que pergunta estúpida! – era o ALPHA Blue – Só pode ser o pai dele. Quem mais teria poder para tanto?
Veio então mais uma rajada de energia absurdamente poderosa na direção dos heróis. Pela sua intensidade, certamente mataria a todos sem esforço. Aleph rebateu com o ataque mais poderoso que possuía, sabendo não ser capaz de repelir a ofensiva do inimigo. Almejava apenas minimizar os danos que seus pares e ele certamente receberiam.
Funcionou, pois a explosão imensa que os atingiu não matou ninguém.
Mas todos os seis Jacohrangers foram instantaneamente a nocaute.

***

Apesar de alguns sustos provocados pelos ataques dos deuses malditos, Brazilian Tokyo se recuperava aos poucos do trauma provocado pelo Império ALPHA. Comércios e escolas já abriam normalmente. Já havias transeuntes passeando pelas principais vias do centro da cidade. A agricultura e a pecuária, modestas naquela área essencialmente urbana, também seguia suas atividades rotineiras.
Naturalmente, apenas o turismo não tinha se recuperado – e nem poderia tão cedo. Ainda havia um receio gigantesco de novos ataques, ficando em Brazilian Tokyo apenas quem era de lá. Ninguém arriscaria sair de sua cidade – qualquer que fosse ela – para correr perigos – por mais linda que fosse Brazilian Tokyo.
No entanto, equipes de reportagem foram contatadas. Solicitava-se a presença delas em áreas rurais da cidade. Parecia haver algo absolutamente errado com a agricultura local.
Constatou-se que havia algo errado no solo. Lavouras imensas, que exportavam quantidades incríveis de vegetais a outros estados, tinham sido envenenadas. Havia algo terrivelmente nocivo impregnando o solo de Brazilian Tokyo – algo que só foi descoberto ao custo da vida de dois agricultores.
E aquilo não era tudo. Mortes inesperadas de cabeças de gado e resistentes raças equinas podiam ter alguma interligação com tudo aquilo.
Por fim, notícias vindas da companhia de tratamento de água da cidade davam conta que os rios que permeavam Brazilian Tokyo tinham sido misteriosamente contaminados por algo absolutamente inexplicável. Testes estavam sendo realizados para averiguar se as reservas disponíveis nos reservatórios ainda estavam adequadas ao consumo.
Do contrário, a cidade ficaria sem água potável.

***

Ele tinha aliados. Ou servos, ninguém sabia ao certo.  Mas, por algum motivo bizarro, preferia falar sozinho. Divertia-se em suas elucubrações constantes, como se houvesse dois dele: um que falava, e outro que assentia com a cabeça após ponderar muito.
No fundo, só confiava em si mesmo.
E por isso achava que tinha chegado a hora de agir.
- É hora de dar aos Jacohrangers os talismãs que faltam. Não, eles não os merecem. Não são os guerreiros que eu esperava que fossem. E não digo apenas por não serem, nem de longe, tão fortes quanto seria necessário. Mas o coração deles não vibra pela justiça. Não vejo neles o desejo insaciável de proteger os mais fracos, de defender a liberdade do universo. São heróis por imposição do destino, não por vocação. A Terra merecia mais.
Ele se interrompeu para pigarrear.
- Mas não há escolhas. Nem tempo. Eles morrerão se eu não agir logo. A própria Terra vai perecer se eu não fizer nada. É realmente uma pena. Eu gostaria de lhes dar poderes tão significativos quando estivessem mais preparados. Mais maduros. Mas acho que... Isso não irá acontecer tão cedo.
Outro pigarro.
- No fim, o importante é que a Terra ainda pode ser salva. É difícil. Eles terão que lutar realmente com o coração. Mas ainda há esperança. Pequena, mas ainda há. Por isso, agora não é hora para arrependimentos. Vou entregar logo a eles os talismãs.
E que façam bom uso deles. O universo depende disso.

***

- Hora do golpe final.
O Príncipe arremessou nos corpos desacordados dos Jacohrangers uma quantidade imensa de escombros oriundos da batalha. Tudo aquilo explodiu em uma espécie de barreira, um campo de força misterioso que surgiu repentinamente.
Sem entender exatamente o que tinha acontecido, o Príncipe ALPHA decidiu atacar com suas próprias energias, disparando uma quantidade monstruosa de raios. Uma energia destrutiva descomunal chocou-se contra a tal barreira.
- Quem está aí? Quem está fazendo isso?
Um homem misterioso apareceu. Enquanto caminhava, começou a mudar de identidade. Era um homem em trajes de explorador, depois virou uma menina indefesa e chorosa de seis anos. Em seguida, alguns passos depois, ganhou aspecto alienígena, de pele vermelha e chifres proeminentes. Tornou-se um executivo de terno, gravata e olhos puxados, para em seguida, virar uma forma humanoide indefinida revestida de luz.
- Não é fácil responder a pergunta de quem sou eu – o indivíduo disse – Ás vezes, nem eu mesmo sei. Deve ter notado que posso ser quem eu quiser. Ser todos, e ser ninguém ao mesmo tempo. Mas uma coisa eu lhe advirto: sou alguém mais forte que você, Príncipe ALPHA. Sou aquele que veio devolver a esperança à Terra. E a todo o universo.
- Você é alguém que fala demais! – e o Príncipe arremessou mais e mais rajadas de energia, sem sucesso algum.
Então, os Jacohrangers se levantaram. Feridos, com as armaduras semidestruídas, mas ainda capazes de lutar para defender a esperança e a paz.
- Jacohrangers, eu trouxe a vocês os talismãs que faltam. Com eles, vocês poderão lutar sem depender dos poderes do Príncipe ALPHA. Poderão devolver a esperança ao seu planeta e a todo universo.
Houve um silêncio. E o indivíduo pigarreou.
- Mas, para isso, terão que derrotar o Príncipe ALPHA. Farão isso? O que vocês farão, Jacohrangers? Da decisão de vocês, depende o futuro de toda a vida no universo.
Os heróis sequer precisaram se entreolhar, nem consultarem uns aos outros. Deram um passo à frente com a pouca energia que lhes restava. E responderam em uníssono.
- Nós queremos esses poderes! Vamos salvar a Terra!

NO PRÓXIMO CAPÍTULO DE JACOHRANGERS:

Os heróis passam por uma inesperada transformação. O Imperador envia mais um deus maldito. O que irá acontecer? Não percam na próxima semana:


EPISÓDIO 31 – O DIA EM QUE A ESPERANÇA VOLTOU!

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